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Taxas de Geração de Viagens

Estudos são cada vez mais específicos sobre PGVs para a obtenção de resultados mais precisos nas taxas e modelos de geração de viagens. Quanto mais exatos e compatíveis com a realidade de um determinado uso do solo forem os modelos e as taxas de geração de viagens, mais realista será a estimativa dos impactos e mais satisfatório será o tratamento do mesmo.

O ITE (Institute of Transportation Engineers) apresenta procedimentos para a determinação das taxas e modelos de geração de viagens. O Trip Generation (User`s Guide) do ITE foi desenvolvido para estimar o número de viagens que podem ser geradas por diferentes tipos de usos do solo. Dentre eles estão: portos, aeroportos, terminais de cargas, de ônibus e trem, áreas industriais, áreas residenciais, de hotelaria, recreacionais, institucionais, hospitalar ou de clinicas e de escritórios.

Os dados contidos no Trip Generation foram reunidos pela ação voluntária de vários estados norte-americanos e agências governamentais locais, firmas de consultoria, profissionais individuais de transporte, universidades e faculdades, pesquisadores, associações e seções locais do ITE. Todos os dados têm sido combinados a fim de maximizar o tamanho do banco de dados, para cada uso do solo e período de tempo.

Neste procedimento, taxas e equações de geração de viagens foram desenvolvidas para os horários de pico dos dias úteis da semana, do sábado e do domingo. As taxas são as médias ponderadas de estudos conduzidos nos EUA e Canadá desde 1960, de localizações suburbanas com pouco ou nenhum serviço de trânsito. Portanto, deve-se ter em mente que tais procedimentos foram elaborados de acordo com a realidade americana, assim, o usuário pode desejar modificar as taxas de geração apresentadas no guia para refletir com mais confiabilidade o sistema real, como por exemplo, quando da existência de serviços de transporte público, atividades de pedestres e medidas de Gerenciamento e Moderação do Tráfego.

1. Metodologia do ITE

A seleção da metodologia mais apropriada requer um entendimento das existentes. Há três métodos de estimativa de viagens no Trip Generation.

1. Pela plotagem de términos de viagens versus o tamanho da variável independente relacionada com cada estudo, obtendo-se graficamente uma estimativa aproximada de viagens;

2. Pela média ponderada da taxa de geração de viagem (número dos términos de viagens ponderado por unidade da variável independente);

3. Por uma equação de regressão relacionando términos de viagens ao tamanho da variável independente.

Plotagem dos Dados

A forma de exibir as informações disponíveis com melhor facilidade de compreensão é através de uma figura expressando as viagens totais e sua relação com uma dada variável independente ou explicativa. Este método é razoavelmente indicado se houver dados suficientes dentro do alcance da variável independente, definindo o relacionamento entre as duas variáveis. De outro modo, as necessidades de interpretação e de interpolação dos dados podem resultar em interpretações incompatíveis dos dados.

Média Ponderada da Taxa de Viagem

É um método tradicional de previsão de viagens, ou seja, o número de viagens pode ser estimado multiplicando o número dos términos de viagens, por unidade da variável independente, pelo número de unidades da variável independente associado com o empreendimento proposto.

O desvio padrão indica como estão dispersos os dados ao redor da média calculada. A menor dispersão (menor valor do desvio padrão) significa a melhor aproximação. Os desvios padrões aproximados são indicados para plotagens com três ou mais dados. Graficamente, o uso da média ponderada da taxa assume uma relação linear passando através da origem com a mesma inclinação da taxa.

Equação de Regressão

A equação de regressão define a linha que "melhor se ajusta" aos pontos dos dados obtidos. O uso dessa equação permite uma previsão direta dos términos de viagem, baseado na variável independente do empreendimento proposto, eliminando, assim, diferenças de opiniões que surgem na interpolação de uma plotagem de dados individuais. Ao contrário da média ponderada, a equação plotada não necessariamente passa pela origem nem tem a forma linear.

O coeficiente de correlação (R) é uma medida do grau de correlação ou aproximação entre variáveis. O coeficiente de determinação (R2) é a porcentagem da variância no número das viagens associado com a variância no tamanho da variável independente. Assim, um R de valor 0.8 resulta em um R2 igual a 0.64, na qual significa dizer, que 64% da variância no número de viagens é por causa da variância no tamanho da variável independente. O valor máximo de R2 é 1.0, que é a melhor relação entre o número de viagens e o valor da variável independente.

As formas gerais das equações de regressão usadas neste relatório incluem:

N = a X + b (linear)

 

Ln(N) = a Ln(X) + b (logarítmico)



O objetivo do desenvolvimento da relação entre X (a variável independente) e N (a variável dependente ou o número de viagens) é determinar os valores dos parâmetros "a" e "b". Quanto ao resultado, o erro esperado será minimizado estimando a variável dependente.

Um software estatístico seleciona e plota a equação de regressão que tem o maior valor de R2. A equação de regressão aparece no gráfico como uma linha sólida, para mostrar bem como ela representa os pontos de dados atuais.

O melhor ajuste das curvas de regressão é quando cada uma das três condições a seguir é satisfeita:

1. o Ré maior que ou igual a 0.50;

2. o tamanho de amostra é maior que ou igual a 4 observações (empreendimentos);

3. quando o número de viagens aumenta à medida que o tamanho da variável independente também aumenta.

Segue na Figura 1 o algoritmo sugerido pelo ITE para a escolha de qual das suas abordagens deve ser utilizada ou se dados devem ser coletados no local.

 

Figura 1 – Algoritmo de Decisão de Abordagem do ITE

tabela1_taxas de geracao

 

De acordo com o relatório do ITE (1991, 5aEdição TRIP GENERATION), diferentes são as taxas de geração de viagens veiculares diárias e horárias para hora de pico da manhã e da tarde e para hora de pico da via adjacente e do pólo gerador, para dia de semana, sábado e domingo, para cada atividade de uso de solo, tanto no valor médio (taxa média) em média ponderada, como em forma de equação matemática. O ITE fornece também informações adicionais referentes às pesquisas realizadas para alguns usos de solo, como por exemplo: taxa de ocupação média de veículos observada na pesquisa, número de viagens pessoais, viagens de caminhões. No caso de Shoppings Centers, informa também dados como: viagens médias do gerador, por tamanho de área construída, variação horária no intervalo 10-22 horas, variação por dia de semana, variação por mês do ano.

O quadro a seguir mostra alguns tipos de uso do solo para os quais o ITE traz um código e unidades em que são referidas as suas taxas de geração de viagens.

 

tabela2_taxas de geracao

 

No quadro, existem 3 colunas para as taxas de viagens para cada tipo de taxa (diária, ou horária), uma para cada unidade (área, empregados, leitos, vôos etc). Por exemplo, o pólo gerador Aeroporto Comercial, referente ao código 21 do ITE, gera 13,40 viagens diárias por empregado, 104,73 viagens diárias por vôo e 122,21 viagens diárias por aeronave. Assim, multiplica-se a taxa do ITE pela quantidade de unidades existentes para o pólo estudado, para se determinar a geração de viagens. O ITE ainda fornece, para cada um dos pólos geradores, os percentuais de veículos que “entram” e “saem”, assim como neste quadro não estão mencionados todas as mais de cem taxas para diversos tipos de pólos geradores estudados pelo ITE. Para calcular as taxas de geração de viagens deve-se conhecer alguma variável independente, podendo ser número de habitantes, de veículos, de empregados etc.

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