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Linhas de Pesquisa

As possibilidades de atuação em transportes, da sua relação com o uso do solo-desenvolvimento e particularmente no Estudo de Polos Geradores de Viagens são enormes. A fim de se estabelecer um quadro de referência, que possa contribuir para a organização e desenvolvimento dos trabalhos, inclusive facilitando a identificação de temas de interação, foram estabelecidos dois conjuntos de ação. O primeiro refere-se às categorias de PGV e o segundo as atividades a serem pesquisadas.

Quanto as categorias de PGV, considerando a classificação utilizada pelo ITE – Institute of Transportation Engineers e a partir da discussão entre os membros da Rede, chegou-se a seguinte lista:

a) Terminal – Porto, Aeroporto, Carga, Estação Metro-ferroviária, Rodoviária, Edifício garagem, Centros Logísticos

b) Industrial – Leve, Pesada, Manufaturada

c) Residencial – Unifamiliar, Apartamento, Conjunto, Condomínio

d) Alojamento – Hotel, Motel, Apart-Hotel

e) Recreacional – Parques, Centros, Teatros, Cines, Academias, Estádios, Ginásios, Arenas, Praças de Touros

f) Institucional – Igrejas, Prédios da Administração Pública, Legislativo, Bibliotecas

g) Ensino – Maternais, Colégios, Universidades

h) Escritório – Torres

i) Saúde – Clínicas, Hospitais

j) Varejo – Restaurantes, Hipermercados, Centros Comerciais

k) Popollos Múltiplos ou de Múltiplos Usos – Parques Tecnológicos

l) Eventos Temporários

m) Centros e sub-centros

n) Outros

 

Em relação às potenciais atividades de pesquisa, convergiu-se para a seguinte proposta na qual as 10 primeiras estão mais direcionadas ao foco principal que refere-se ao estabelecimento de taxas e modelos de geração de viagens, enquanto as demais têm um caráter mais geral:

1) Analisar criticamente as metodologias disponíveis para definir tais taxas, propondo os ajustes e aperfeiçoamentos necessários de acordo com as especificidades locais e a realidade de cada país.

2) Estabelecer as taxas de geração de viagens para um dado PGV.

3) Caracterizar os padrões de viagens para um dado PGV, inclusive parâmetros de interesse a repartição modal, a taxas de ocupação de automóveis, tempos de permanência, distância dos deslocamentos e propensão ao uso das modalidades não motorizadas.

4) Estudar as variáveis explicativas da geração de viagens para um dado PGV. Testar aquelas disponíveis na literatura e as apropriadas às condições locais, identificando as de maior capacidade de explicação.

5) Desenvolver modelos de geração de viagens para um dado PGV.

6) Investigar as dimensões temporais de projeto para um dado PGV, em termos de época, dias e horários, usados como referência para fins de dimensionamento das instalações internas (como áreas de estacionamento) e de previsões de impactos no desempenho viário (ou seja, os picos de demanda respectivamente no empreendimento e neste cm conjunto com o tráfego nas vias adjacentes). Determinar possíveis tendências e relações em função do tipo, porte e localização do PGV.

7) Pesquisar as dimensões espaciais, quanto as variáveis que influenciam o tamanho da área de influência e as elasticidades das distâncias e porte das zonas de tráfego na distribuição das viagens.

8) Estabelecer a porcentagem das classes de viagens – novas, desviadas e existentes – por tipo de PGV, para cada período de projeto (p. ex: dias úteis e finais de semana, picos do PGV e do tráfego). Analisar prováveis relações destas porcentagens com a natureza, o tamanho e a localização do PGV. Confrontar – aqui e nas demais atividades – os resultados encontrados com os observados na literatura consultada, além de análises comparativas entre os distintos países e regiões participantes da Rede.

9) Estudar as taxas de geração de viagens por caminhões, assim como os tempos e distribuições de carga e descarga, contribuindo para dimensionar a área e o número de vagas para os caminhões. Relacionar estas taxas com o tipo e a localização do PGV.

10) Pesquisar as variáveis e desenvolver modelos para o dimensionamento das necessidades das instalações de estacionamento.

11) Estudar as técnicas e os simuladores para analisar a capacidade e o desempenho da rede viária quando da implantação de um PGV, assim como políticas e instrumentos (como os relacionados aos sistemas inteligentes) de gerenciamento do tráfego.

12) Estudar os impactos ambientais e estabelecer procedimentos e diretrizes para o seu controle e previsão.

13) Definir e analisar os indicadores de desempenho a serem empregados nestes Estudos.

14) Estudar os fatores locacionais considerando não só a ótica do empreendedor, mas contemplando um projeto de desenvolvimento sustentável para o espaço socioeconômico e as diretrizes de um Plano Diretor.

15) Pesquisar as estratégias e políticas para a promoção do Gerenciamento de Mobilidade em PGVs.

16) Estudar os aspectos legais e institucionais que envolvem estes estudos e os processos de licenciamento de PGVs.

18) Outras.

A partir desse escopo constituído por essas duas dimensões (categoria de PGV e atividade de pesquisa), se pretende organizar e desenvolver os trabalhos dos membros da Rede, inclusive facilitando a identificação de oportunidades de interação e vazios para atuação. Em função da natureza interdisciplinar desta temática e das distintas formações dos grupos de pesquisa (engenharia, matemática, administração, geografia, urbanismo etc), torna-se fundamental a construção desta visão de conjunto que incentive e potencialize as interações entre as diferentes e complementares áreas de conhecimento. Nesse processo, várias ferramentas e abordagens serão empregadas, incluindo técnicas de simulação, teoria dos grafos, econometria, ciências políticas, lingüística e programação matemática.

A ferramenta, a ser adotada para proporcionar a articulação entre estes grupos de pesquisa sintonizados com o foco desta Proposta, será o Portal, já implementado em uma versão preliminar (http://redpgv.coppe.ufrj.br). Ele, ao representar um fórum permanente de discussão, de partilha e de socialização do conhecimento produzido pela Rede, colaborará também com outros agentes sociais, como para:

1) as Universidades desenvolverem e aprimorarem suas pesquisas;

2) as Prefeituras a melhor se prepararem e assumirem a sua atribuição de planejar e controlar a construção e ampliação de PGVs;

3) os técnicos e os Consultores a disporem de metodologias mais apropriadas, bem como na realização melhor sustentada dos Planos Diretores e dos Estudos e Relatórios de Impactos Ambientais e de Vizinhança;

4) os Empreendedores a melhor realizarem sua missão nas escolhas dos locais e na realização de seus projetos de PGV, e ainda

5) a comunidade a exercer sua cidadania, defendendo seus direitos e exigindo, quando necessário, apropriados Estudos de Impactos de Vizinhança, para  preservar a qualidade de vida dos bairros em que moram.

Ressalta-se ainda que, apesar do esforço internacional de pesquisa, em função das diferenças socioeconômicas existentes entre os países, bem como das características peculiares de cada PGV, as especificidades resultantes justificam o desenvolvimento de pesquisas, métodos e modelos compatíveis com as condições locais e com a realidade dos países latino-americanos, como o Brasil.

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